10 Fatos Kawasaki Vulcan S 650, vale a pena?

A Kawasaki Vulcan S 650 vale a pena? Sendo a única média cilindrada do país nesse estilo Custom/Cruiser, a Vulcan 650 nada sozinha num mercado apaixonante. Prova disso foi ela ter vencido como Moto do Ano 2021 na categoria Custom.

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A Kawasaki Vulcan S 650 vale a pena? Sendo a única média cilindrada do país nesse estilo Custom/Cruiser, a Vulcan 650 nada sozinha num mercado apaixonante. Prova disso foi ela ter vencido como Moto do Ano 2021 na categoria Custom.

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Moto com estilo único, proposta estradeira, que agrada aos olhos com os poucos cromados e muito preto fosco, o modelo foi o mais vendido do seu nicho em 2019, ficando na frente de motos da Harley como a Fat Boy ou até a Iron 883.

O fato é que o jeitão de moto Custom simples, mas que acerta ao aproximar os mais novos com suas modernidades e motor derivado de esportiva, parece ser a receita certa para o sucesso do modelo.

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10 Fatos Kawasaki Vulcan 650

Fato 1) Única Custom/Cruiser (estradeira)

Sendo a única média cilindrada do país nesse estilo Custom/Cruiser, a Vulcan S 650 vai aumentando sua base de fãs dia após dia, mesmo sendo uma motocicleta pouca comentada por aí.

Sua proposta se assemelha muita a outras motos que fizeram grande sucesso no mercado nacional durante os anos 90 e 2000, como Shadow e Virago, mas tem sua identidade única ao parecer uma moto do estilo Naked convertida para Custom.

E basicamente é isso mesmo que ela é. Com todo seu preto fosco, a ideia é transmitir uma sensação de modernidade para uma moto que inspira pilotos clássicos, longas viagens e boa diversão a cada quilometro rodado.

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Fato 2) Motor

Agora começando pelo coração dessa máquina ela traz um bicilíndrico em paralelo que é o mesmo equipado na Versys e Ninja 650, mas com ajustes para entregar potência e torque de forma mais “Cruiser”.

Com 649 cilindradas e refrigeração líquida, esse propulsor é muito espertinho e curiosamente entrega cerca de 7 cavalos a menos que suas irmãs esportiva e Crossover. São 61 cavalos de potência máxima (a 7.500 rpm) e 6,4 kgfm de torque (a 6.600 rpm).

Por conta dessa configuração, é um motor que não assusta, mas que entrega tudo que um bom viajante precisa: aceleração forte quando necessário e velocidade de cruzeiro estável.

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Fato 3) Câmbio

E aí já entramos da na parte do câmbio. Ele é de 6 marchas, com primeiras marchas mais curtas, priorizando baixas rotações, e última marcha mais longa, focando no uso em estrada.

A 100 km/h de sexta marcha podemos ver o motor girando a somente 4.500 rpm, confirmando o conforto para viagens. Mas se precisar ultrapassar, é só acelerar que ele enche rápido e a moto ganha força e velocidade, sem precisar reduzir marcha.

Já no dia a dia vemos as trocas de marchas um pouco mais constantes, refletindo também a tocada mais esportiva que o modelo carrega.

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Fato 4) Consumo de combustível

Por ser uma 650 com motor de esportiva, o papo sobre consumo da Vulcan geralmente pode assustar quem não conhece o modelo, porém, ela acabou surpreendendo em algumas condições.

Em velocidade de cruzeiro na rodovia é possível manter o consumo na casa dos 28 a 30 km/l sem dificuldade, basta manter a moto em sexta marcha e velocidade constante.

Na cidade, no uso dentro do trânsito urbano essa média fica entre 21 a 23 km/l, o que é uma boa autonomia para uma Custom/Cruiser com tanque de combustível de 14 litros. Ela roda cerca de 300 km com apenas um tanque.

Já se o piloto quiser abusar do lado esportivo da máquina é claro que esse consumo médio vai lá embaixo, caindo a cas as dos 17 km/l ou até menos.

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Fato 5) Ciclística

Chassi derivado da Sportbike Ninja 650, onde no caso da Vulcan S o ângulo de cáster mais aberto não impede as manobras em baixa velocidade, como no trânsito parado por exemplo.

Apesar do guidão largo e de ela toda em si ser um pouco mais larga que outros tipos de motos, isso não impede de encarar um corredor. Aliás, quando vemos a Vulcan S parada ele parece ser uma moto muito grande e pesada, e até é, com seus 228 kg em ordem de marcha, mas na prática esse porte robusto acaba dando lugar a uma moto fácil de conduzir.

Com altura do assento de apenas 70,5 centímetros o apoio dos pés no chão é garantido para os mais variados tipos de pilotos, assim como a posição das pedaleiras regulável, que ajudam a encontrar o encaixe ideal em cima da moto.

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Fato 6) Suspensões

Chegando na parte das suspensões, uma grande dúvida para quem pretende comprar motos desse tipo, a Vulcan S traz o básico com uma pitadinha de esportividade.

É fato que, por tudo que já vimos aqui, essa moto é um mix de Custmn, Cruiser e Esportiva, e não seria diferente nas suspensões.

Na dianteira ela equipa garfo telescópico convencional com tubos de 41 mm e curso de 130 mm. Já na traseira ela traz suspensão mono-amortecida com o sistema Uni-Trak que permite até 7 ajustes de níveis da mola, desde mais suave até mais esportivo.

Com 80 mm de curso, essa suspensão não é fixada no centro do chassi, como nas motos comuns. No caso da Vulcan S ele está posicionado mais a direita, ficando a mostra e confirmando porque o modelo sem o “S” em seu nome.

Curiosidade: Aliás, você sabe o que significa o “S” no nome Vulcan S? Exatamente, é isso mesmo que você pensou! Significa “Sport”!

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Fato 7) Freios

Nos freios não há mistério, uma receita básica entre disco simples nas duas rodas mais ABS de série para garantir segurança na frenagem.

Com disco simples de 300 mm na dianteira com pinça de pistão duplo e de 250 mm na traseira com pinça de pistão simples, a Vulcan S freia bem quando é necessário.

O sistema ABS, que evita o travamento da roda em frenagens bruscas, tem uma atuação discreta e se torna um eficiente item de segurança em momentos mais perigosos.

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Fato 8) Painel de Instrumentos

Agora algo que agrada alguns e faz outros torcerem o nariz é o painel de instrumentos equipado na Vulcan S. Ele faz a mistura do analógico com o digital de uma forma interessante.

Com um conta-giros de ponteiro bem grande na parte de cima e uma tela LCD mais abaixo, esse painel agrada pela junção do clássico com o moderno.

Aliás, o painel é bem completo e na sua pequena tela LCD traz informações padrões como velocímetro e nível de combustível, além de informar a marcha engatada, o consumo e até trazer quantos quilômetros a moto ainda pode percorrer com a quantidade de gasolina disponível no tanque.

Por outro lado, para reforçar o apelo mais clássico dessa mistura temos um ponteiro de conta-giros esperto e as tradicionais luzes indicativas de seta, neutro e farol posicionadas na parte plástica, “fora” do painel em si.

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Fato 9) Sport Cruiser/Ronco

A Kawasaki enquadra a Vulcan S como uma moto Sport Cruiser e isso pode ser confirmado por tudo que falamos aqui, mas ficou faltando uma coisa: o ronco da máquina!

Como uma boa Cruiser voltada para longas viagens, o som que sai desse escapamento preto fosco deve ser empolgante. E realmente é. Aquele ronco esperto, com característica padrão de moto bicilíndrica, mas que imprime certa imponência.

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Fato 10) Preço e Versões

Sem muitas atualizações de um ano para o outro, atualmente a Kawasaki vende três versões da Vulcan no Brasil:

  • VULCAN S 2021 (Preço R$ 39.990,00)
  • VULCAN S 2020 Grafismo Exclusivo (Preço R$ 36.490,00)
  • VULCAN S 2020 CAFÉ (esgotado no site oficial)

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Fato Extra) Customização

Um fato extra para a Vulcan S 650 são as possibilidades de customizações e adaptações que podem ser feitas de forma fácil.

Por exemplo, podemos de uma força muito fácil retirar o assento do garupa e deixar a Vulcan monoposto. Também podemos recolocar o assento e adicionar um Sissybar pequeno com apoio para lombar da garupa que deixa a moto muito estilosa, além das mais variadas opções de acessórios como o próprio defletor de para-brisa, suportes e apoios para os pés e muito mais.

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Ficha Técnica Kawasaki Vulcan S 650

 

Potência máxima 45 kW (61 CV) / 7.500 rpm
Torque máximo 63 N•m (6,4 kgf•m) / 6.600 rpm
Tipo de motor 4 tempos, 2 cilindros paralelos, refrigeração líquida
Cilindrada 649 cc
Diâmetro x curso 83,0 x 60,0 mm
Taxa de compressão 10,8:1
Sistema de válvulas DOHC, 8 válvulas
Sistema de combustível Injeção eletrônica
Ignição Digital
Partida Elétrica
Lubrificação Lubrificação forçada (cárter semi-seco)
Transmissão 6 velocidades
Relação de redução primária 2,095 (88/42)
Relações de marcha: 1a 2,438 (39/16)
Relações de marcha: 2a 1,714 (36/21)
Relações de marcha: 3a 1,333 (32/24)
Relações de marcha: 4a 1,111 (30/27)
Relações de marcha: 5a 0,966 (28/29)
Relações de marcha: 6a 0.852 (23/27)
Relação de redução final 3,067 (46/15)
Embreagem Multidisco, úmido
Sistema de acionamento Corrente de transmissão
Tipo quadro Tubular “diamond” em aço de alta resistência
Suspensão, Dianteira arfo telescópico de 41 mm
Suspensão, Traseira Uni-Trak com pré-carga da mola ajustável em 7 níveis
Curso da roda, Dianteiro 130 mm
Curso da roda, Traseiro 80 mm
Caster (rake) 31°
Trail 120 mm
Ângulo de esterçamento (Esq/Dir) 35° / 35°
Pneu, Dianteiro 120/60-18M/C 59H
Pneu, Traseiro 160/60-17M/C 69H
Freio, Dianteiro Disco simples de 300 mm
Pinça, Dianteira Pistão duplo
Freio, Traseiro Disco simples de 250 mm
Pinça, Traseira Pistão simples
Comprimento total 2.310 mm
Largura total 880 mm
Altura total 1.100 mm
Entre eixos 1.575 mm
Altura mínima do solo 130 mm
Altura do assento 705 mm
Peso em ordem de marcha** 228 kg (ABS)
Capacidade do tanque 14 litros

Em nosso canal Motorede no Youtube temos um vídeo completo comentando esses 10 fatos Kawasaki Vulcan S 650, assista abaixo:

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