Home » Abaixo de 599cc » Nova Royal Enfield Himalayan cairá bem no Brasil?

Nova Royal Enfield Himalayan cairá bem no Brasil?


09 jan 2019 4 Comentários

Aguardada por muitos desde 2017, Royal Enfield Himalayan chegará ao Brasil este ano. Será que o modelo se dará bem em nosso mercado?

Sucesso de vendas na Ásia, a Trail que equipa motor monocilíndrico na casa das 400 cilindradas traz um conjunto muito interessante que encara qualquer tipo de desafio, seja na estrada ou no Off-Road mais pesado.

Em um mercado como o brasileiro onde vemos modelos trails de baixa/média cilindrada saindo de linha, como o caso da Ténéré 250, a Himalayan pode acabar se tornando uma grande queridinha do público.

Royal-Enfield-Himalayan-Branca-09

Royal Enfield Himalayan no Brasil

Em maio do ano passado entramos em contato com a assessoria de imprensa da Royal Enfield questionando se a Himalayan seria lançada por aqui. A resposta foi: “O que posso dizer é que a Royal Enfield tem a intenção de disponibilizar a venda da Himalayan no Brasil ainda em 2018”.

Fato esse que acabou não acontecendo. Então ao final de 2018 surgiu uma nova data. A Royal Enfield lançaria a sua Trail no Brasil nesse mês, janeiro de 2019. Por enquanto ainda não temos confirmação, mas continuamos aguardando.

Esse pequeno atraso aconteceu por conta de modificações necessárias para que o modelo estivesse de acordo com as normas de emissões de poluentes do Brasil, o PROMOT, além de um atraso também no processo de homologação.

Royal-Enfield-Himalayan-Branca-01

Nova Royal Enfield Himalayan

A Royal Enfield Himlayan, como seu próprio nome sugere, traz uma homenagem e uma referência ao Himalaia, uma das mais famosas e desafiadoras cadeia de montanhas situada na Ásia.

No Salão de Milão em 2016, quando foi lançada, o argumento do diretor de negócios internacional da RE foi o de que o segmento aventureiro está cheio de motos grandes que não podem realmente rodar em qualquer lugar, porque são pesadas e assustam os pilotos.

Com isso surgiu o projeto de uma Trail que fosse fácil de pilotar, com longo curso nas suspensões e com motor de 411 cc que até não gera uma grande potência, mas que entrega bom torque e garante a diversão em percursos Off-Road.

Royal-Enfield-Himalayan-SPECS

Partindo para as especificações técnicas, seu propulsor é um monocilíndrico SOHC de 411 cc, quatro tempos, com refrigeração a ar que é capaz de gerar a potência máxima de 24,8 cavalos a 6.500 rpm e tem torque de 3,26 kg aos 4.500 giros.

Para critério de comparação com algumas das principais concorrentes no mercado brasileiro, XRE 300, Lander 250 e Versys-X 300, ela tem praticamente a mesma potência da primeira, tem cerca de 4 cavalos a mais que a segunda e perde feio para a Versys e seus 40 cavalos.

São, como já mencionado, 24,8 cavalos para a Himalayan contra os 25,4 cv da XRE 300, os 20,7 da Lander ABS 2019 e os 40 cv da Versys-x 300. Só precisamos aguardar para confirmar se a potência da moto da Royal Enfield será mantida a mesma para o Brasil. O que acreditamos que sim.

COMPARATIVO-HIMALAYAN-XRE300-LANDER-VERSYS

Um ponto a ser destacado a favor da Himalayan é que seu torque é superior em mais de 1 kgf.m se comparado com a moto da Yamaha e de pouco mais de meio quilo em comparação com as Trails da Honda e Kawasaki vendidas por aqui.

Seguindo nas especificações, a suspensão dianteira conta com garfo telescópico de 200 mm enquanto a traseira conta com 180 mm de curso na balança monoamortecida. As rodas, raiadas, são de 21 polegadas na dianteira e 17 na traseira e vestem pneus de uso misto.

Com ABS de série, os freios são com disco de 300 mm na dianteira com dois pistões e disco de 240 mm e pistão simples na traseira. Seu câmbio é de 5 marchas, o tanque tem capacidade para 15 litros de combustível e seu peso a seco é de 182 kg.

Royal-Enfield-Himalayan-Branca-14

Essas especificações nos deixam em um mix de sensações quando analisamos com as principais Trails do nosso mercado.

Estamos falando de um modelo superior as 400 cilindradas que possui torque superior, potência superior a uma, semelhante a outra e muito inferior a terceira, mas que é mais pesada e tem menos curso nas suspensões, tanto dianteira quanto traseira, que a XRE 300 e Lander.

Por ser uma motocicleta bem incomum em nosso mercado assim como as outras que a Royal Enfield já vende no Brasil, mesmo com esse mix é possível que o modelo se dê bem por aqui, pois se torna uma opção com bom torque e médio/baixo porte. Perfeita para o Off-Road.

preco-himalayan-brasil

Royal Enfield Himalayan Preço

A nova Royal Enfield Himalayan já está disponível no mercado europeu desde o começo de 2017. Há pouco tempo ela também desembarcou nos EUA com preço sugerido de US$ 4.490 (cerca de R$ 16,7 mil).

Com essas informações e os preços já praticados pela Royal Enfield no Brasil para seus outros modelos (variando de R$ 18,9 mil a cerca de R$ 23 mil) é previsto que a nova Hiamalayan fique na casa dos R$ 20.000,00.

Caso seja vendida nesse preço, comparada com as principais concorrentes no mercado nacional ela seria a mais cara que as motos da Yamaha e Honda e seria mais barata que a Trail da Kawasaki.

A XRE 300 Rally ABS tem preço sugerido na casa dos R$ 18,7 mil enquanto que a Lander ABS, sem preço confirmado ainda, não deve ficar muito acima disso e deve se manter na faixa da XRE. Já a Versys-X 300 ABS tem preço sugerido na casa dos R$ 23 mil, se tornando a mais cara de todas.

Royal-Enfield-Himalayan-Brasil Royal-Enfield-Himalayan-Preta-07 Royal-Enfield-Himalayan-Preta-04 Royal-Enfield-Himalayan-Motor-03 Royal-Enfield-Himalayan-Lanterna-Traseira Royal-Enfield-Himalayan-Roda-Raiada



4 Comentários para "Nova Royal Enfield Himalayan cairá bem no Brasil?"

  1. Mas onde é mesmo agora o único ponto de vendas da RE, em SP , depois da demolição do antigo ? Fala sério…

  2. Precisaria só perder alguns hábitos na hora de comprar que deixam os motoqueiros perdidos.
    Seria interessante comparar também a que rotação a potência e torque da RE-H aparece – o que faz com que a Versys seja uma das piores opções do segmento.

    Uma bela moto com 100% de eficiência em velocidades normais de cruzeiro.

Deixe uma resposta para Diogo Cancelar resposta