Motos mais usadas em entregas no Brasil, Veja modelos preferidos para delivery

O setor de delivery começou o ano de 2026 com um retrato de quais as motos mais usadas em entregas no Brasil

Honda CG 160 Start 2026
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Um estudo revelou as motos mais usadas em entregas no Brasil.
Veja quais os modelos preferidos para delivery no mercado nacional.

Motos mais usadas em entregas no Brasil

O setor de delivery começou o ano de 2026 com um retrato que combina diversidade operacional e forte concentração industrial. Embora centenas de modelos diferentes de motocicletas circulem diariamente – nas entregas urbanas pelo país – a frota brasileira segue amplamente dominada por uma única marca.

Honda CG 160 Fan 2026 1
Foto: Divulgação/Honda

Segundo levantamento, a Honda respondeu por cerca de 75% das motos utilizadas no serviço, consolidando sua posição como principal fornecedora de veículos para o trabalho de entrega no Brasil.

Os dados são do Data Gaudium, núcleo de inteligência da empresa Gaudium, com base nas entregas realizadas ao longo de janeiro. Segundo o estudo, a liderança da marca japonesa no Brasil se sustenta em escolhas costumeiras dos entregadores.

Quais as motos mais usadas em entregas no Brasil?

A Honda CG 160 permanece como o modelo mais utilizado, presente em aproximadamente um quarto das entregas realizadas no período. O desempenho reflete uma combinação de fatores recorrentes no setor: confiabilidade mecânica, baixo custo de manutenção e ampla disponibilidade de peças.

Outras versões da mesma família, como CG 150 e CG 125, continuam relevantes, ao lado de modelos consolidados como Yamaha Factor e Honda Biz.

Honda CG 160 2026 4
Foto: Divulgação/Honda

Um movimento mais recente aparece com a Mottu Sport 110i, fabricada pela indiana TVS e associada ao modelo de aluguel e assinatura da Mottu, indicando o avanço de soluções que reduzem o investimento inicial para quem ingressa na atividade.

O padrão de uso reforça o caráter essencialmente urbano da atividade. Praticamente todas as motos analisadas pertencem à categoria street, adequada a trajetos curtos, alto volume de paradas e tráfego intenso.

Esse perfil ajuda a explicar a preferência por modelos de baixa cilindrada, que oferecem maior eficiência no consumo de combustível e agilidade no deslocamento — fatores críticos para a produtividade no delivery.

iFood e Mottu aluguel de moto para entregadores
Foto: Divulgação/Mottu

Por que a Honda lidera a escolha das motos para entregas? 

Apesar da variedade aparente de marcas e modelos, o grau de concentração sugere que o mercado de delivery opera com margens estreitas e baixa tolerância a risco, explica Vinícius Guahy, coordenador de conteúdo e comunidade da Gaudium.

Segundo o coordenador, para quem depende da motocicleta como principal ferramenta de trabalho, a previsibilidade dos custos pesa mais do que atributos como inovação tecnológica ou diferenciação de design.

Nesse contexto, a preferência pela Honda funciona como um indicador de confiança construída ao longo do tempo, mais do que a ausência de alternativas. Neste ano a marca japonesa completa 50 anos de produção em Manaus.

Honda CG160 Special Edition 50 Anos 2026 6
Foto: Divulgação/Honda

Qual o ano das motos usadas para entregas?

Os dados também apontam para uma frota relativamente jovem. Motocicletas fabricadas em 2024 e 2025 já representam uma fatia relevante das entregas realizadas em janeiro, sinalizando um ciclo contínuo de renovação.

Ao mesmo tempo, modelos produzidos entre 2010 e 2015 seguem em circulação, ainda que com participação menor. Enquanto veículos mais antigos se tornam cada vez menos frequentes.

Isso sugere que, mesmo em um ambiente de pressão sobre renda e custos, há disposição para investir em veículos mais novos, seja por necessidade operacional, seja por exigências indiretas das plataformas.

Yamaha Factor DX 2026
Foto: Divulgação/Yamaha

Entregadores preferem motos flex em comparação com elétricas 

No recorte tecnológico, o setor permanece ancorado em soluções tradicionais. Motores a combustão, movidos a gasolina ou flex, respondem por quase a totalidade da frota analisada.

A presença de motocicletas elétricas segue pequena, limitada por obstáculos como autonomia, tempo de recarga, infraestrutura urbana e custo de aquisição.

Honda CG 160 Start 2026
Foto: Divulgação/Honda

Para quem depende da moto em jornadas longas e contínuas, esses fatores ainda representam uma barreira relevante à adoção.

Por fim, o panorama analisado de janeiro indica que o delivery sobre duas rodas no Brasil evolui. A frota se renova, novos modelos de acesso ao veículo surgem, mas a estrutura do mercado permanece concentrada e avessa a riscos tecnológicos.

Para fabricantes, plataformas e empresas de mobilidade, os dados revelam um setor em expansão, guiado por critérios de eficiência, confiabilidade e custo — e ainda distante de uma transição significativa para novas matrizes tecnológicas.

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